Quem tem mais credibilidade: o famoso ou o jornalista?
Essa pergunta não tem uma resposta única. Mas ela pode revelar muito sobre o modo como cada um de nós se informa, forma opinião e compartilha conteúdos diariamente.
Hoje, é comum vermos celebridades e influenciadores comentando sobre tudo: política, economia, saúde, educação. Muitos falam com convicção, têm carisma, são bem articulados. Isso, por si só, pode gerar confiança em quem os acompanha. Mas é importante lembrar que nem sempre isso significa que a informação é completa ou apurada.
Do outro lado, temos o jornalista. O profissional que se dedica a investigar, ouvir diferentes lados, checar fatos, organizar dados e publicar com base em critérios técnicos e responsabilidade. Ele pode não ter o mesmo alcance ou carisma de um famoso, mas está ali comprometido com a informação, e não com a opinião pessoal.
A reflexão aqui não é sobre invalidar um ou outro. É sobre o cuidado que cada um de nós precisa ter como leitor, espectador ou usuário de redes sociais.

Você costuma ler a matéria inteira ou apenas o título?
Assiste à reportagem completa ou apenas ao trecho que viralizou?
Busca fontes diferentes antes de compartilhar ou comenta com base em impressões rápidas?
Muita gente forma uma opinião baseada em manchetes. Outras pessoas compartilham conteúdos antes mesmo de entender do que se trata. Isso não é uma crítica, é uma constatação. Vivemos num tempo de velocidade, de excesso de informações, e às vezes falta tempo ou disposição para se aprofundar.
Mas a verdade é que a informação exige leitura, contexto e reflexão. Um título, por melhor escrito que seja, não dá conta da complexidade de um fato. E comentários rasos, baseados em pedaços da notícia, podem gerar injustiças, ruídos e até desinformação.
Também vale um ponto importante: a imparcialidade absoluta talvez não exista. Todos temos experiências, referências e formas de ver o mundo. Mas isso não impede que exista ética profissional. E é ela que diferencia um conteúdo bem feito de uma opinião jogada ao vento.
Ética é ouvir os dois lados, é não distorcer fatos, é deixar claro quando se trata de notícia e quando se trata de opinião. É tratar o público com respeito, oferecendo informações confiáveis para que cada pessoa possa pensar por si.
Essa coluna não é um julgamento. É um convite.
Um convite para que a gente leia mais, reflita mais, questione com mais cuidado.
Antes de comentar, compartilhar ou criticar, que tal ler tudo?
Entender o conteúdo, conferir as fontes, buscar outros pontos de vista?
Informar-se com responsabilidade é um ato de respeito com os outros e consigo mesmo.
É assim que eu penso.
Junior Aurélio Vieira de Oliveira
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Fonte: Coluna especial
Autor: Junior Aurélio Vieira de Oliveira
Crédito da imagem: Junior Vieira
Repórter: Junior Vieira